As nossas camas são as nossas fortalezas. A maioria das pessoas subestima quanto tempo passa enfiado na cama. A maioria de nós certamente já viu estatísticas como esta: em média, um ser humano passa 26 anos a dormir, o que equivale a 9.490 dias, ou 227.760 horas. Parece muito!

  

Aquilo que raramente é levado em consideração é que passamos uns 7 anos (2.555 dias ou 61.320 horas) adicionais a tentar adormecer. Isto aumenta o nosso total para 33 anos. E isto sem levar em consideração outras atividades desenvolvidas na cama (como ver Netflix numa tarde de sábado, claro, nada de malvadezas no Blog do Sono).

É, portanto, surpreendente que pessoas de todo o mundo sobrestime amplamente o quanto um colchão ou um conjunto de roupa de cama deve durar. Especialistas sugerem que um colchão deva ser substituído após 7 ou 10 anos e, no entanto, quantos de nós já herdámos um colchão dos nossos avós? A roupa de cama deve durar ainda menos. Dependendo da sua qualidade, claro, provavelmente deverá ser substituída a cada dois ou três anos. Será que fazemos isto? Ou será que ainda temos os mesmos lençóis que comprámos no IKEA quando saímos de casa dos pais?

Talvez se aprendermos um pouco sobre a vida de um lençol tenhamos uma ideia mais clara de como cuidar deles (e sim, a reforma é uma forma de cuidado).

  

  

O algodão domina o mercado

Claro que nem toda a roupa de cama é feita de algodão. Algumas peças maravilhosas são feitas de misturas, como o algodão-seda, e há outras opções. Os lençóis de seda são preferidos por alguns pelo seu luxo fantástico, e há também materiais sintéticos como o polipropileno, que são escolhidos pela sua natureza hipoalergénica para uso em clínicas de saúde, por exemplo.

Mas não haja dúvidas: o algodão é o rei da roupa de cama.

Porque será? Bom, já escrevemos no passado sobre como alguns tipos de algodão são particularmente excelentes. Mas o motivo pelo qual o algodão é sempre o material de referência para a roupa de cama tem a ver com a atividade mais comum que fazemos na cama: dormir.

Dormir é uma atividade muito particular. Também já escrevemos sobre isso. O nosso corpo faz uma série de coisas enquanto dorme que não faz da mesma maneira acordado. As duas que importam mais em termos de roupa de cama têm a ver com a temperatura. A nossa temperatura corporal muda durante o sono, descendo enquanto o sono se aprofunda e subindo de novo. Isto significa que é necessário um tecido que seja respirável (estudos indicam que um adulto saudável pode suar entre 200 e 400ml por noite), mas que consiga absorver calor, para não termos frio.

Esse tecido é o algodão.

  

mulher a dormir na cama

  

  

O algodão é feito da fibra natural de uma planta

O algodão vem de algo chamado capulho. Um capulho é uma espécie de cápsula protetora que rodeia as sementes de uma planta de algodão e as protege do dano. O que conhecemos como algodão, essas fibras brancas e fofas, fazem parte desse invólucro natural.

Para transformar algodão cru em fio utilizável, são necessários vários processos. O primeiro chama-se descaroçamento, e implica a remoção das sementes do interior do capulho, deixando apenas fibras utilizáveis. Seguidamente, vem a fiação, que é o processo através do qual o algodão é torcido para formar fibras.

Tanto o descaroçamento como a fiação são processos bastante naturais, que podem ser feitos à mão (ainda são, nalguns lugares). Ainda que ao longo do tempo se tenham desenvolvido máquinas para mecanizar e automatizar estes processos, os processos em si mesmos são realizados pelas máquinas de forma similar aos manuais (simplesmente mais rápido e mais eficientemente).

Não há nenhum segundo ingrediente num lençol de algodão. Naturalmente, se houver cor haverá algum tingimento, e os lençóis-capa levam elásticos, mas o tecido de algodão em si resume-se a isso mesmo... algodão.

   

flor do algodão

  

  

Tecer algodão tem técnica

Há várias maneiras de levar a cabo este processo. O processo adequado para criar roupa de cama de qualidade é uma competência que poucas empresas no mundo se podem orgulhar de terem dominado. A densidade de fio é um fator decisivo, claro, mas a estrutura do lençol em si será decisiva para o seu toque e aspeto.

Mesmo na posse de matéria-prima genuinamente espetacular, a habilidade para produzir roupa de cama confortável, suave e durável depende muito da técnica.

E esta é a viagem que o seu lençol, se for bom, terá feito desde os campos de algodão até à sua casa, passo a passo, sempre debaixo do olho atento de profissionais talentosos e artesãos exímios. O material terá sido descaroçado, fiado e tecido. Terá sido lavado, talvez tingido. Os designers terão perdido horas a criar uma estética tão boa como a sua sensação ao toque, e quando tiver sido encaixotado e enviado, dezenas de pessoas terão dedicado horas de trabalho a cada quadradinho de tecido.

Temos muito orgulho de fazer este serviço bem.

Portanto, leia o nosso conselho: visite a nossa loja online e encontre o conjunto ideal para si. Merece algo realmente bom.